A moda das empresas que demitem por telegrama

Intueri Desenvolvimento Humano e Educação Corporativa

A moda das empresas que demitem por telegrama

A visão empresarial na atualidade, reduz tudo, ou quase tudo à KPI’s. Dashboards são visados e revisados com as metas da semana, do mês, do ano. Grande parcela é resumida a números, percentuais, e tudo mais que possa ser mensurado.

Número de vendas? Cabe! O lucro? Também tem espaço! Percentuais? Claro, são bem vindos. O que chamo de olhar para o denso.

Ah, mas o resultado, não foi o esperado, o quadro aponta para um número na cor vermelha! As vendas caíram… Opa! Momento da tomada de decisão….

Espera-se uma liderança exemplar. Nesses momentos, existe a necessidade de uma resposta assertiva. De acordo com o quadro mostrado, custos precisam ser ajustados. Opta-se então, pelo desligamento daqueles um dia chamados por “colaboradores”.

Análise de indicadores, tomada de decisão, ajustes e demissão, fazem parte das atribuições de qualquer gestor. E, muitas vezes, o desligamento é a única saída possível.

Contudo, para meros gestores, a assertividade se resume a um olhar simplista. Uma assinatura costuma ser o suficiente para a aprovação de um corte de X% dos números de funcionários.

– “Ufa, problema resolvido, imagino esse gestor dizendo ao estufar o peito! Nem foi tão difícil, pois o telegrama ainda tem sua utilidade!”

Livra-se assim, do “fardo da responsabilidade”. A mensagem costuma ser algo do tipo:

“Devido a queda nas vendas, a empresa comunica que a partir do dia X, decidiu por rescindir seu contrato de trabalho. Solicitamos seu comparecimento no dia e horário Y, no local Z com sua documentação.”

LIDERAR, com letra maiúscula, vai além. Implica empatia, o se colocar no lugar do outro. Daquele colaborador que sofrerá naturalmente impactos em sua vida profissional, pessoal e financeira. Que à partir do momento em que sabe do seu desligamento, sente o medo da escassez, da instabilidade, da incerteza que se instaura nessas horas…

O verdadeiro LÍDER, pode ser amoroso e também assertivo. Demitir é uma das responsabilidades que um cargo de liderança requer. E a habilidade, o diferencial está na maneira humanizada.

O problema é que meros gestores por sua “miopia”, confundem amorosidade com permissividade.

LIDERAR de fato é para poucos, é preciso um olhar sutil.

São para seres humanos capazes de enxergar o próximo como igual, como outro ser humano, capaz de sentir, de amar, de olhar para o outro.

O gestor até olha, mas não vê. Afinal, o amor, a compaixão e a empatia não cabem em nenhum quadro de KPI.

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